sábado, 23 de fevereiro de 2013

DESIGUALDADE DAS RIQUEZAS

8. A desigualdade das riquezas é um dos problemas que inutilmente se procurará resolver, desde que se considere apenas a vida atual. A primeira questão que se apresenta é esta: Por que não são igualmente ricos todos os homens? Não o são por uma razão muito simples: por não serem igualmente inteligentes, ativos e laboriosos para adquirir, nem sóbrios e previdentes para conservar. E, alias, ponto matematicamente demonstrado que a riqueza, repartida com igualdade, a cada um daria uma parcela mínima e insuficiente; que, supondo efetuada essa repartição, o equilíbrio em pouco tempo estaria desfeito, pela diversidade dos caracteres e das aptidões; que, supondo-a possível e durável, tendo cada um somente com que viver, o resultado seria o aniquilamento de todos os grandes trabalhos que concorrem para o progresso e para o bem-estar da Humanidade; que, admitido desse ela a cada um o necessário, já não haveria o aguilhão que impele os homens às grandes descobertas e aos empreendimentos úteis. Se Deus a concentra em certos pontos, é para que daí se expanda em quantidade suficiente, de acordo com as necessidades.
Admitido isso, pergunta-se por que Deus a concede a pessoas incapazes de fazê-la frutificar para o bem de todos. Ainda aí está uma prova da sabedoria e da bondade de Deus. Dando-lhe o livre-arbítrio, quis ele que o homem chegasse, por experiência própria, a distinguir o bem do mal e que a prática do primeiro resultasse de seus esforços e da sua vontade. Não deve o homem ser conduzido fatalmente ao bem, nem ao mal, sem o que não mais fora senão instrumento passivo e irresponsável como os animais. A riqueza é um meio de o experimentar moralmente. Mas, como, ao mesmo tempo, é poderoso meio de ação para o progresso, não quer Deus que ela permaneça longo tempo improdutiva, pelo que incessantemente a desloca. Cada um tem de possuí-la, para se exercitar em utilizá-la e demonstrar que uso sabe fazer dela. Sendo, no entanto, materialmente impossível que todos a possuam ao mesmo tempo, e acontecendo, além disso, que, se todos a possuíssem, ninguém trabalharia, com o que o melhoramento do planeta ficaria comprometido, cada um a possui por sua vez. Assim, um que não na tem hoje, já a teve ou terá noutra existência; outro, que agora a tem, talvez não na tenha amanhã. Há ricos e pobres, porque sendo Deus justo, como é, a cada um prescreve trabalhar a seu turno. A pobreza é, para os que a sofrem, a prova da paciência e da resignação; a riqueza é, para os outros, a prova da caridade e da abnegação.
Deploram-se, com razão, o péssimo uso que alguns fazem das suas riquezas, as ignóbeis paixões que a cobiça provoca, e pergunta-se: Deus será justo, dando-as a tais criaturas? E exato que, se o homem só tivesse uma única existência, nada justificaria semelhante repartição dos bens da Terra; se, entretanto, não tivermos em vista apenas a vida atual e, ao contrário, considerarmos o conjunto das existências, veremos que tudo se equilibra com justiça. Carece, pois, o pobre de motivo assim para acusar a Providência, como para invejar os ricos e estes para se glorificarem do que possuem. Se abusam, não será com decretos ou leis suntuárias que se remediará o mal. As leis podem, de momento, mudar o exterior, mas não logram mudar o coração; daí vem serem elas de duração efêmera e quase sempre seguidas de uma reação mais desenfreada. A origem do mal reside no egoísmo e no orgulho: os abusos de toda espécie cessarão quando os homens se regerem pela lei da caridade.

Fonte: 
O Evangelho Segundo o Espiritismo 
Capítulo XVI - Não se pode servir a Deus e a mamon
http://www.espirito.org.br/portal/codificacao/es/index.html

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Controle Emocional

Mantém o teu controle emocional em todas as situações.
Sistema nervoso alterado, vida em desalinho. 

Se dificuldades ameaçarem o teu equilíbrio, utiliza-te da oração. 
A prece é medicamento eficaz para todas as doenças da alma.
(Livro Via Feliz)

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Pai João de Aruanda

“Na verdade, meus filhos, Deus, que é Pai, não espera pessoas capacitadas para servi-lo na tarefa do bem. Sabendo Ele da nossa rebeldia e demora nas decisões, utiliza-nos como somos e aos poucos capacita cada um, à medida que surgem as necessidades.”

Ciladas da Obsessão


Para refletir... Na Grécia antiga...

Na Grécia antiga, originou-se este apólogo contado por Malherbe, poeta invulgar, a Racan, também poeta, quando este lhe pediu sugestão sobre uma decisão a respeito da vida.
Perguntou Racan a quem deveria ele satisfazer: deveria satisfazer às suas vontades, satisfazer às vontades da corte ou às do povo?
Malherbe pensou um pouco e disse:
- Não sei se é prudente contentar toda a gente. Eis um conto que poderá ajudá-lo a encontrar a resposta:
Um velho moleiro e seu filho, que já tinha os seus quinze anos, foram vender seu burro, um dia, no mercado.
O moleiro e seu filho levavam o animal e, a fim de não cansá-lo e alcançarem bom preço, resolveram conduzi-lo, desde o começo, com as patas amarradas e presas num varal carregado pelos dois.
O primeiro que os viu quase morreu de rir.
O moleiro, então, colocou o animal no chão, mandou seu filho montar e continuou andando. Nisso, passaram três comerciantes e, horrorizados com a cena, comentaram:
- Onde ja se viu? O rapaz, robusto, montado no burro, e o velho, a pé.
O moleiro, então, pediu que o filho descesse e cedesse o lugar para ele. Passaram três moças e uma delas disse:
- Que falta de vergonha! O marmanjo vai sentado como um rei e o pobre menino a pé.
O moleiro, embora soubesse que sua idade permitia que ele seguisse montado, colocou o filho na garupa e continuou o seu caminho.
Nem bem o burro deu trinta passos, passou um outro grupo e um deles comentou:
- Vocês não tem dó do seu animal doméstico? Como podem sobrecarregar assim o pobre burrico? Se vão vendê-lo na feira, ele vai chegar lá no puro osso!
- Por Deus – diz o moleiro -, sofre da moleira quem quer agradar gregos e troianos!
E mais uma vez o moleiro procurou agradar ao caminhante. Os dois desceram do burro e seguiram pela estrada: o burro na frente e eles atrás. Alguém os viu e fez chacota:
- Dois burros andando, enquanto o outro trota!
Quem tem um cão não precisa ir à caça com gato; quem tem burro não gasta a sola do sapato. Que queiram ir a pé é natural. Então, para que trazer o animal? Belo trio de burros!
Pensou o moleiro:
- Certamente, como um burro eu agi, mas daqui para frente farei como achar melhor, sem escutar ninguém.
E assim ele fez.
Quanto a vós, quer sigais Marte, o amor ou o rei?
Quer fiqueis na província ou sejais viajante?
Quer prefirais casar ou vos tornar abade?
Todos hão de falar, falar, falar…
Nunca conseguiremos agradar a gregos e troianos, isso é totalmente impossível.
Se voce fizer algo ou deixar de fazê-lo sempre terá alguém que fará uso da ironia e de expressões de duplo sentido para usar de escárnio e te maldizer ou através da sátira difamar e atingir uma outra pessoa que é o seu desafeto.
Tentou dar o seu melhor e não foi compreendido? Não se importa, porque errar é humano, e para os amigos que te conhecem não precisara se justificar nunca, porque eles conhecem sua capacidade, agora , não perca tempo tentando se justificar a seus desafetos, porque os inimigos não acreditam em sua palavra.
Agradar é relativo, impossivel atingir ao todo, mas faça o seu melhor, se acaso seus inimigos tentarem te derrubar, lembre-se que existem olhos a sua volta e, que estão prestando atenção em seus esforços.
Agora um conselho de amiga, agrade a você, porque você sabe o que você é realmente. O que dizem?
Que importa? Enquanto os cães ladram, a caravana passa…

Alimentar relacionamentos...

Alimentar relacionamentos, que só trazem sofrimento é masoquismo, é atrapalhar sua vida. Não gaste vela com mau defunto. Se você estiver com um marido/mulher que não esteja compartilhando, empreste, venda, alugue, doe... e deixe o espaço livre para um novo amor.

Cada ser humano é um universo em crise...

Cada ser humano é um universo em crise, essa é a verdade, Julgar sempre é o caminho mais fácil, todos adorar o poder de ser juiz da vida alheia e de sentenciar as pessoas de acordo com seus critérios ou conclusões, mas curiosamente ninguém quer estar no lugar do réu, o julgado, criticado e apontado, ai as coisas mudam de lugar de ofensor a ofendido.